Painel de cotações na B3. Fonte: Amanda Perobelli/REUTERS

" data-image-caption="

Painel de cotações na B3. Fonte: Amanda Perobelli/REUTERS

" data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Bolsa-pregao-def.jpg?fit=1200%2C800&quality=70&strip=all" />

A forte liquidação dos ativos brasileiros após a eleição levou o Ibovespa a níveis de valuation historicamente descontados, abrindo oportunidades para investidores seletivos, segundo relatório do Itaú BBA. Após o índice tombar 13,88% em um único pregão, na pior sessão desde a pandemia, os estrategistas avaliaram quais ações passaram a oferecer os melhores pontos de entrada diante do novo cenário.

Nos últimos cinco pregões, o Ibovespa acumulou queda de 14%, para 176.608 pontos, enquanto o índice de small caps despencou 25%. Em contrapartida, setores ligados a commodities conseguiram mostrar maior resiliência, com papel e celulose, agronegócio e mineração entre os destaques positivos.

Na avaliação do banco, a correção também tornou a Bolsa brasileira significativamente mais barata. O Ibovespa passou a negociar a 8,1 vezes lucro projetado, abaixo da média histórica de 10 anos, de 10 vezes. Excluindo Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), o múltiplo chega a 9 vezes, mais de 1,5 desvio padrão abaixo da média histórica de 11,9 vezes.

Além disso, 11 dos 16 setores acompanhados pelo Itaú BBA negociam com desconto em relação às suas médias históricas, enquanto quase 65% das empresas do Ibovespa estão sendo negociadas abaixo dos múltiplos médios dos últimos cinco anos.

Sete ações chamam atenção após o sell-off

Diante desse cenário, os estrategistas selecionaram sete papéis que passaram a apresentar métricas de valuation particularmente atrativas após a forte correção.

Entre as empresas ligadas a concessões e utilities, o destaque ficou para Sabesp (SBSP3) e Orizon (ORVR3), que oferecem taxas internas de retorno reais consideradas elevadas, de 12,4% a 18,1%, muito acima da taxa real de longo prazo da economia brasileira. A Axia (AXIA3) também aparece entre os destaques, com retorno real estimado de 14,8%.

No setor imobiliário, a construtora Cury (CURY3) chamou atenção pela capacidade de geração de dividendos. O banco estima dividend yield de 12,9% para 2027 e de 14,9% para 2028.

Já no segmento financeiro, o Itaú BBA destaca a XP Inc. (XP; BDR: XPBR31), que passou a negociar a apenas 7 vezes lucro projetado, além de oferecer rendimento de dividendos de cerca de 7% para 2027. No setor de saúde, Rede D’Or (RDOR3) é destaque, com desconto de 35% em relação ao histórico.

Fechando a lista, a Petrobras (PETR4) segue entre as preferidas sob a ótica de geração de caixa. O banco projeta dividend yield de aproximadamente 12% para 2027 e destaca um retorno de fluxo de caixa livre (FCF yield) de 17% no período.

Utilities e shoppings ganham destaque

O relatório também mostra uma preferência tática por setores defensivos e geradores de caixa. Entre os chamados “bond proxies”, utilities e shoppings passaram a oferecer retornos implícitos significativamente acima dos juros reais de longo prazo.

Segundo os estrategistas, empresas como Orizon (ORVR3), Equatorial (EQTL3), Copasa (CSMG3), Axia (AXIA3) e Sabesp (SBSP3) apresentam alguns dos maiores retornos reais da Bolsa atualmente.

Além das ações específicas, o relatório aponta que os setores mais descontados da Bolsa são educação, varejo, transporte e saúde, todos negociando com descontos de 36% a 52% em relação às suas médias históricas. Já entre os setores com os múltiplos mais baixos estão construção civil, educação e petróleo e gás.

Para o Itaú BBA, embora a volatilidade de curto prazo continue elevada, a magnitude da correção já recolocou boa parte do mercado brasileiro em patamares de valuation considerados atrativos, especialmente para investidores dispostos a focar em geração de caixa, dividendos e ativos defensivos.

The post Após derretimento da Bolsa, BBA vê oportunidade em ações descontadas e aponta 7 nomes appeared first on InfoMoney.