A Anthropic lançou nesta terça-feira (22) o Opus 5.5, seu novo modelo de inteligência artificial, com desempenho superior ao Fable em múltiplos testes de referência e preço de saída inferior ao de seu antecessor direto.
Segundo o TechCrunch, o modelo supera o Fable, que é maior, em várias avaliações comparativas e completou tarefas informais que o modelo anterior não conseguiu concluir. O lançamento chega dois meses depois da estreia do Opus 5, em 24 de julho.
O custo por token de saída caiu de US$ 25 para US$ 20 por milhão de tokens. Outras métricas de precificação também sofreram reduções proporcionais. O modelo também processa respostas com mais velocidade, reflexo de uma queda geral no volume de computação necessário para operá-lo.
Mudanças na comunicação e novos modelos no horizonte
O Opus 5.5 traz ajustes na forma como o modelo se expressa: a versão tende a usar menos jargão e a colocar as informações mais relevantes no início das mensagens, uma mudança de comportamento em relação às versões anteriores.
A Anthropic anunciou que os modelos Sonnet 5.5 e Haiku 5.5 serão lançados “nas próximas semanas”, com melhorias de desempenho semelhantes às do Opus 5.5.
Segurança e ritmo de desenvolvimento
A empresa equipara as capacidades do Opus 5.5 em biologia e cibersegurança às do modelo Mythos, o que sujeita o novo lançamento às mesmas restrições já aplicadas ao Fable. Essas salvaguardas limitam o uso dos modelos para descobrir falhas em programas compilados ou para desenvolver armas biológicas reconhecíveis, entre outras aplicações.
O lançamento é também o primeiro desde que o presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, passou a defender publicamente uma desaceleração deliberada no avanço das capacidades de inteligência artificial. Em publicação recente, ele escreveu: “Me convenci de que abordar plenamente os riscos exige ainda mais prudência; não apenas investir na prevenção de riscos, mas calibrar o ritmo do avanço de capacidades para que a prevenção de riscos tenha tempo de acompanhar.”
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O treinamento de segurança do Opus 5.5 seguiu linhas semelhantes às dos modelos anteriores, com testes de alinhamento e avaliações pré-lançamento conduzidas por organizações externas como a METR, avaliadora de modelos de inteligência artificial, e a Frontier Design. A Anthropic afirma que sistemas mais avançados de treinamento e avaliação já estão sendo preparados para modelos futuros, incluindo melhorias em segurança e monitoramento.
“À medida que a inteligência artificial se torna mais capaz, as políticas públicas devem desempenhar um papel maior em garantir que os sistemas nos quais as pessoas dependem sejam seguros. Essa capacidade leva tempo para ser construída, e começamos a colocar a infraestrutura necessária para apoiá-la. Esperamos compartilhar mais detalhes sobre esses esforços em breve.”
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