O uso de inteligência artificial (IA) para criar automações e aplicações internas está avançando fora das estruturas formais de tecnologia. Entre profissionais que já desenvolveram soluções por conta própria com vibe coding, 85,2% fizeram isso sem envolvimento formal da TI, segundo pesquisa da Skyone em parceria com o the news.
O levantamento mostra que 51,1% das criações foram desenvolvidas individualmente, sem participação da TI, enquanto 34,1% partiram de times também sem envolvimento formal da área. Apenas 14,8% contaram com apoio pontual de profissionais de tecnologia.
A pesquisa foi realizada entre 10 e 25 de setembro de 2026 com assinantes dos cadernos do the news. Os resultados, portanto, representam os participantes do levantamento e não o conjunto das empresas brasileiras.
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Metade já criou solução fora de projetos de TI
A autonomia não aparece apenas na forma como as soluções são desenvolvidas. Metade dos participantes afirma já ter criado uma automação, aplicativo, painel ou integração sem passar por um projeto formal de TI.
Entre as soluções desenvolvidas estão automações de processos, citadas por 52% dos respondentes que já criaram algo, e aplicativos ou sistemas internos, com 47,6%. Agentes ou assistentes de IA aparecem em 33% das respostas, seguidos por integrações entre sistemas, com 18,7%, e chatbots ou atendimentos automatizados, com 14,4%.
O movimento também é recente. Dos participantes, 43% afirmam ter criado alguma solução nos seis meses anteriores ao levantamento.
Vibe coding avança mais rápido que regras de dados
A expansão da criação fora da TI ocorre em um ambiente no qual parte dos profissionais relata ausência de regras para o uso de informações corporativas em ferramentas de IA.
Segundo o estudo, 42,9% afirmam que suas empresas não possuem diretrizes sobre quais dados corporativos podem ser usados em IA. Outros 26,3% dizem trabalhar em organizações com regras claras e formalizadas, enquanto 18,6% relatam a existência de normas mal comunicadas.
A falta de conhecimento técnico também aparece como a principal barreira para quem considera criar uma solução por conta própria, mencionada por 52,6% desse grupo. A preocupação com segurança ou governança aparece em 17,8% das respostas, enquanto 13,6% citam a falta de uma ferramenta adequada e segura.
Os resultados colocam para as áreas de tecnologia o desafio de acompanhar soluções que podem começar como iniciativas individuais e depois passar a integrar processos corporativos. O próprio levantamento recomenda mapear o que já está sendo desenvolvido, estabelecer limites para dados e segurança e aproximar as áreas de negócio da TI antes que esses experimentos sejam ampliados.
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